Associação Sul-Riograndense

Saiu Na Imprensa

13/10/11

Projeto inovador utilizado por escola vira destaque em jornal diário

Idealizadora da iniciativa aplicou a proposta inspirada na obra do fotógrafo norueguês Kjell Sandved. A inovação na sala de aula foi divulgada pelo jornal Correio do Povo.

[ASR] Um projeto desenvolvido pelo Colégio Adventista Porto Alegre, utilizou imagens típicas da primavera para ensinar o alfabeto para a criançada. A professora Camila Portela Rocha, autora do projeto Borboletras, revela que a ideia foi utilizar formas da natureza para construir um cenário estimulante ao aprendizado do alfabeto e de algarismos. Cada sinal gráfico que compõe códigos de comunicação necessários aos estudantes foram exibidos nos desenhos naturais, registrados por um fotógrafo, nas asas de borboletas e mariposas. O trabalho foi inspirado na obra do fotógrafo norueguês Kjell Sandved, que, por mais de 20 anos, capturou imagens das letras e de números, em planos detalhados, em coloridas asas de insetos.

"Procurei uma forma atraente, que associasse o alfabeto à natureza para ensinar as crianças. Descobri o trabalho de Kjell pela internet e achei que era ideal para a nossa proposta", lembra Camila.

A professora explica que o projeto, aplicado no 1° semestre deste ano, buscou apresentar e trabalhar grafemas e fonemas, expressões escritas e sonoras das letras do alfabeto. Ela também exibiu o ciclo de vida das borboletas. "A intenção não é alfabetizar, mas reconhecer o alfabeto e, sobretudo, despertar o interesse pela percepção do mundo que nos cerca, por meio da observação da vida da borboleta", complementa a professora.

Além de fotografias com letras e números, o projeto Borboletras aproveitou as transformações do ciclo vital da borboleta: ovo, larva, casulo e inseto adulto para atrair o interesse de crianças de 5 anos de idade. E, ao final, todas as crianças envolvidas produziram trabalhos gráficos e conseguirem escrever seus nomes.

Para a coordenadora da Educação Infantil do Colégio Adventista de Porto Alegre, Lisiane Moraes, articular a escrita foi uma das conquistas do projeto, pois o foco visava acrescentar conhecimento vivencial e despertar a curiosidade e o ímpeto investigativo das crianças. "Além disso, elas terão mais facilidade nas próximas etapas da alfabetização", garante a coordenadora.

Fonte: jornal Correio do Povo

por Luzia Paula
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